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Aula 5 – Gerenciando Relacionamentos

Introdução

Já vimos em nosso curso os 3 ensinamentos básicos sobre a Mobilização na Junta de Missões Nacionais:

1.       Ofertar para nossos projetos é fácil, rápido e seguro. Qualquer pessoa pode contribuir para os projetos de Missões Nacionais de forma anônima ou mesmo sem cadastro conosco, basta fazer um depósito ou transferência em uma de nossas contas ou usar nosso aplicativo.

2.       Dispomos de recursos para resolver qualquer problema de contribuição, portanto, se você sabe de alguém que está com problemas para realizar seu PAM, você mesmo pode resolver essa situação.

3.       A mobilização é um processo de busca por parceiros, não por doadores. Não se busca dinheiro, buscam-se pessoas. É relacionamento com foco no avanço do reino de Deus, não uma relação comercial.

Hoje, veremos de forma bem prática, como gerenciar esse relacionamento.

 

A pirâmide do engajamento

Comecemos com essa imagem, que vamos chamar de pirâmide do engajamento.


Pirâmide


De imediato, ela mostra que há mais gente na base, que no topo, mas é assim mesmo. Mas a figura da planilha também indica que há vários níveis de comprometimento e todos devem ser gerenciados, conhecidos.

Para isso, identifique todas as possibilidades que lhe vier à mente. É certo que é mais fácil começar com amigos, mas pense em conhecidos seus, mesmo que você ainda não tenha intimidade suficiente para apresentar seu projeto. Pense que conhecidos e desconhecidos são possibilidades iguais, a diferença é que aos desconhecidos você precisará explicar mais, ou precisará de intermediários para alcançá-los.

Então, agora que você identificou seus possíveis parceiros, reflita sobre cada um deles: o potencial de parceria, o interesse, o tipo de parceria, etc. Esse é um detalhe muito interessante, pois cada projeto precisa de vários tipos de parceiro, por exemplo: alguns são apoiadores, pessoas que usarão sua influência, seus contatos, para tornar seu projeto mais conhecido ainda, e com mais recursos para crescer e fazer ainda mais diferença no Mundo.

Pare agora, faça uma lista de 20 pessoas que podem vir a ser parceiros de seu projeto. Nós vimos um pouco disso na aula passada, mas agora é hora de praticar mesmo. Escreva agora os 20 nomes em seu bloco de anotações pessoais.


Vamos ao próximo passo? 


Assuma, como projeto pessoal, nos próximos dois meses distribuir essas 20 pessoas nas demais categorias da pirâmide: informado, interessado, envolvido e investindo.

Seguindo as etapas, todas as 20 deverão ser informadas sobre seu projeto. E como você fará isso? Vimos na aula passada algumas dicas neste sentido, mas agora, que estamos falando de gerenciamento, pense em como fazer com cada uma das 20. Todas serão informadas por Whatsapp, ou algumas deverão receber uma visita ou ligação sua? Se sim, quais das 20 receberão esse tipo de tratamento?

Talvez você não consiga atingir esse objetivo nos próximos dois meses com todas as 20, não por falta de ação da sua parte, mas por falta de oportunidade mesmo; assim, a figura da pirâmide sugere que dos identificados talvez nem todos sejam informados agora, mas seus nomes continuam lá, esperando uma oportunidade para isso.

Continuando, dos informados obviamente nem todos terão interesse, pelo menos no momento. E dos interessados é possível que alguém pule direto para o investindo, que aqui é investimento financeiro mesmo. Mas, como vimos nas duas aulas anteriores, o processo de procurar é mais bem-sucedido se for precedido de envolvimento. Relembre a sequência de apresentação do projeto: primeiro, você leva a pessoa a conhecer seu projeto, para depois propor que que ele invista no projeto.

Para quem está no topo da pirâmide, investindo, é que cabem as ações de gratidão e ampliação. E isso é gerenciamento de parcerias: não tratar a todos os parceiros da mesma forma, mas tratar cada um de acordo com o grau de envolvimento com o projeto.

Vamos ver uma lista como exemplo?

Rapidinho eu sei que tenho pelo menos 60 amigos ou conhecidos.

 

Adão Ramos

Adeilsa Novaes

Aldenora Oliveira

Ana Caldas

Andréia Novaes

Antônia Moura

Antonia Silva

Antonia Leite

Antônia Soares

Claúdia Mota

Deyse Silva

Djalma Oliveira

Edileusa Silva

Edilson Ferreira

Elineide Alves

Expedito Lima

Francilene Soeiro

Francisca Lima

Francisca Rosa

Francisca Silva

Francisco Pereira

Francisco Magalhães

Francisco Soares

Francisco Oliveira

Francisco Damasceno

Francisco Adriano

Francisco Moura

Ivelta Pereira

Jacinto Oliveira

Jerry Adriano

João Lima

Jorge Facundes

Josué Coelho

Júlio Silva

Kamock Silva

Lívia Moura

Luciana Machado

Maria Silva

Maria Vasconcelos

Maria Silvino

Maria Andrade

Maria de Fátima

Maria do Carmo

Maria do Egito

Maria Araújo

Maria Carvalho

Maria Helena

Maria Ribeiro

Maria Ramos         

Maria Raimunda

Maria Valda

Marlene Fonseca

Miriam Adriano

Neide Gonçalves

Orisvaldo da Costa

Paulo Soares

Reginaldo Moura

Regis Pereira

Solange Silva

Vanessa da Costa

 

 

Destes 60, que eu nem contei, apenas estimei, eu separei 20 para fazer esse projeto de 2 meses, aqueles a quem de fato vou apresentar meu projeto.

  • Adão Ramos

  • Aldenora Oliveira

  • Andréia Novaes

  • Antônia Moura

  • Antonia Silva

  • Antonia Leite

  • Claúdia Mota

  • Expedito Lima

  • Francisca Silva

  • Francisco Pereira

  • Francisco Moura

  • Jacinto Oliveira

  • Jorge Facundes

  • Kamock Silva

  • Luciana Machado

  • Maria Silvino

  • Maria Carvalho

  • Miriam Adriano

  • Paulo Soares

  • Reginaldo Moura


Continuando no exemplo, imagine que, dos 20, eu consegui contato com 18. Os outros 2 continuam meu alvo, continuam como ‘identificados’. Após algumas semanas, imagine que eu esteja com o seguinte resultado:

Dos 18, 15 demonstraram interesse e 2 aceitaram contribuir logo. Os 13 que demonstraram interesse, ficaram de visitar o projeto. Após os 2 meses de relacionamento, 8 estão adotando o projeto e mais ainda: são voluntários pelo menos uma vez por mês.

Nessa conta, como ficam os 5 restantes que demonstraram interesse? Ter parceiros envolvidos, mesmo que não contribuindo financeiramente, é muito importante também, pois eles podem ajudar de outras formas, principalmente influenciando outros. Por isso devo continuar o relacionamento com eles, abrindo possibilidades de conhecerem mais o projeto e envolver-se com ele. Mas se, deste grupo, houver alguém que demonstra não ter mais interesse em meu projeto, devo avaliar se foi algo que fiz de forma inadequada e corrigir. Também devo avaliar se uma das quatro barreiras que estudamos na aula 4, se aplicam a situação, sempre entendendo que Cristo é soberano nisso também.

Assim, neste exemplo, de 20 possíveis parceiros, 10 firmaram parceria. Com estes eu me relaciono agora de forma diferente, mas continuo me relacionando com os outros 10 e continuo procurando por novos parceiros. Essa é a ideia de gerenciamento de parcerias.

Você não precisa usar a distribuição dos parceiros conforme falamos aqui, literalmente, mas é preciso criar seu método para saber quem está por lhe dar uma resposta, quem já está engajado e quem ainda deve ser procurado. E lembre-se de sempre procurar novos e manter os atuais, essa é a meta do relacionamento de mobilização. E para quê? Para avançar mais, para expandir o reino de Deus na Terra.

 

Ajudando os parceiros a decidir

A tarefa de convencimento é de Cristo, nós já vimos isso nos princípios da aula 3. Então, quando falamos de ajudar os parceiros a decidir não pensamos em fazer a obra de Cristo, mas em sermos canais em suas mãos para o que Ele deseja fazer na vida do parceiro. É interessante saber que as decisões de cada pessoa são influenciadas por alguns valores e é sobre isso que vamos conversar agora: os valores principais na tomada de decisão, vamos falar de oito:

  1. Urgência: alguns se sentem mais motivados por aquilo que precisa de resposta ‘pra ontem’. Cuidado para não explorar esse argumento, dando a entender que seus benefícios como missionários não estão sendo repassados pela Junta. Use-o para mostrar que, se tivesse mais recursos, poderia fazer mais.
  2. Reciprocidade: alguns se sentem mais motivados quando veem que aquele que propõe ou pede também está envolvido, ou tem algo a oferecer também. Lembre-se de que isso pode ser atendido na gratidão, quando você se coloca como mais que o missionário de seu parceiro, mas seu amigo, que ora por ele, se interessa por ele.
  3. Razão: os que tomam decisões mais racionais, querem ter todas as dúvidas respondidas; se for esse o caso, esclareça as dúvidas não apenas de seu projeto (metodologia, prazos, custos) mas também as dúvidas mais comuns a respeito da Junta, como qual a diferença entre PAM e Campanha, por exemplo.
  4. Paradoxo da escolha: este é o mais complexo dos valores: alguns, se você pede pouco, tendem a ignorar o pedido por achar que, se precisa de tão pouco, não é relevante; outros, se você lhes pede muito, tendem a se sentir explorados, e a rejeitar o pedido. Esse paradoxo ajuda a entender como essa obra é, de fato, do Espírito. De qualquer forma, esteja preparado para alterar a sua proposta de pedido. Em vez de dizer ‘peço sua ajuda como voluntário todos os sábados’, ou ‘se você puder nos ajudar uma vez por mês já fico satisfeito’, diga: ‘nosso projeto precisa de voluntários todos os sábados’, ou ‘estou precisando de R$ 1.000,00 para complementar meu PAM e assim investir em outras atividades do projeto’, e continue ‘mas podemos conversar sobre a forma que você pode ajudar esse projeto, se assim entender que é a vontade de Deus’.
  5. Histórias: abordamos muito esse valor nas aulas 3 e 4. Aqui, basta repetir: histórias falam mais alto que estatísticas.
  6. Simplicidade: algumas pessoas simplesmente não toleram apresentações de projeto longas e cheia de adjetivos e repetições. De modo geral, se você não puder fazer sua visita de apresentação em 30 minutos, sendo 5 de quebra gelo, 10 de apresentação e 15 para tirar dúvidas, é possível que você esteja sendo prolixo. Cuidado com isso!
  7. Referências: saber quem está apoiando o projeto pode ser útil para a tomada de decisão de alguns.
  8. Garantias: aqui garantia é a convicção de que a metodologia, os prazos, os relatórios, a própria Junta, funcionam. O importante aqui é prometer apenas o que, de fato, pode ser cumprido.

 

Conclusão

Se algum conceito aqui foi de difícil compreensão, reveja o vídeo até ficar claro. O nosso objetivo com esta aula não é complicar, até porque seu principal trabalho como missionário é o dia a dia de seu projeto, não a mobilização. Mas, como todos temos que mobilizar, todos somos mobilizadores, é fundamental que você conheça pelo menos essas informações básicas de gerenciamento de parcerias, saiba que nem todos respondem da forma esperada, saiba que é preciso buscar novos parceiros sempre e saiba enfrentar os desafios que essa gestão apresenta.

É certo que alguns dos conceitos aqui expressados não se aplicam a parceiros do PAM, que você não conhece bem ou que contribuem com valores bem pequenos, mas lhe desafio a pensar grande, a convidar parceiros de alto potencial para fazerem parte de seu projeto, e neste caso, os conceitos aqui apresentados serão muito uteis. Deus te abençoe!

 

 

Última atualização: sexta, 16 Fev 2018, 10:36