Me mudei e agora?


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Me mudei e agora?


Ser um Filho de Missionário (FM) é um título cercado por muitos significados que carregam por si só diversas vantagens e desvantagens. Entretanto, é possível enfrentarmos as situações com as ferramentas emocionais e comportamentais que nos ajudam a ter resiliência.

Todo mundo gosta de conversar com as pessoas, certo? Não! 

Gostamos de estar entre as pessoas muitas vezes para não nos sentirmos sozinhos mas quando a gente muda de cidade, nossos referenciais também mudam. Temos que nos acostumar com a casa nova, com o quarto novo (ou a ausência de um quarto só para nós), bairro novo, igreja nova.... e puxa, quantas coisas novas acontecendo.

Na escola podemos passar ora pela aceitação de um grupo que quer nos enturmar (ok, sou um pouco velhinha e sei que vocês usam termos mais legais para dizer isso hoje em dia, mas vocês entenderam –risos) ora passamos por um grupo que faz bullying com a gente por conta do nosso sotaque, do estilo da nossa roupa, cabelo, por onde moramos ou por sermos filhos de missionários ou pastores.

E tudo isso mexe (e muito!) com nossas emoções. Nos desestabiliza, ficamos mais sensíveis e é difícil lidar com essas mudanças, nem sempre na igreja nos achamos acolhidos. Podemos nos irritar com uma pessoa que quer muito ser nosso amigo e a gente não tá a fim ou nos irritarmos com nossos pais que acham que devemos ser amigos depois de 5 minutos de acordo com aquela moça ou aquele rapaz super legal que veio dar aos boas vindas, não é mesmo?


Hoje as TICs (tecnologia de informação e comunicação) nos permite manter os “amigos escolhidos” por meio de comunicadores instantâneos mas nem sempre é a mesma coisa. Parece que podemos estar incomodando e que a vida lá do outro lado aonde estávamos parece tão mais legal do que aonde estamos hoje.

Por isso, uma técnica que nos ajuda a enfrentar esses processos de mudanças é o Diário de Emoções. Vamos falar um pouquinho dele. Esse diário é uma forma prática de colocarmos os nossos pensamentos em ordem ao compreendermos o turbilhão de sentimentos que vivemos. Para isso é necessário fazermos uma tabela, como essa daqui que desenhei na aula.





Percebam que ela tem 4 colunas. A primeira chamamos de emoções básicas. Temos muitas emoções e é difícil nomear cada uma, vivemos um misto de sentimentos, mas ao sabermos identificar essas 6 emoções, o diário fica mais fácil de ser preenchido e será um grande aliado em seu processo de mudança.

A segunda coluna chamamos de pensamento e em geral significa o tipo de pensamento específico que a emoção da primeira coluna gera na gente. A terceira coluna de Comportamento, revela a tendência nossa de agir diante daquela emoção e a quarta coluna de Atitude revela a ação mais correta de se ter.


 Bem, agora que já conhecemos um pouquinho dessas emoções que tal todo dia separar uns 15 minutinhos (pode ser junto com o seu momento devocional) e parar um pouquinho para pensar em como foi o seu dia e preencher esse diário?!



Última atualização: segunda, 12 Mar 2018, 12:08