Desenvolvendo as Habilidades Sociais (HS)

Continuando a aula anterior, podemos afirmar que após reconhecermos as nossas próprias habilidades precisamos lidar com uma enoooooorme flexibilidade para adaptarmos a nova vida. Trabalhamos na aula anterior sobre como esse processo de autoconhecimento pode facilitar nossa vida na escola, faculdade e igreja novas. 


Mas ter flexibilidade emocional no processo de mudança também é muito importante para lidarmos com a nossa família. Pois, a mudança é vivida por cada envolvido. Ok, o sonho ou desejo maior acaba sendo dos pais e muitas vezes somos levados å reboque. E, nem sempre isso é legal ou empolgante.


 Os pais sabendo e sendo preparados pelo Cuidado Integral do Missionário sabe dessas mudanças e tenta fazer e dar o melhor para os filhos. Mas muitas vezes são vistos como insensíveis ou ditadores de uma vida ou forçassão de barra para nos enturmarmos e fazermos novos amigos logo.


Essa reação dos pais, porém, é um ato de amor com firmeza, é um tentar educar para viver em comunidade com uma honestidade de que “uma andorinha só não faz verão”. Por isso é importante procurarmos interpretações alternativas sobre o comportamento dos pais, ao invés de ficar presos å primeira interpretação e raiva que vivemos.


 E como não ficarmos presos na primeira interpretação emocional que temos? É termos consciência de que um outro fator necessário para as habilidades sociais saudáveis se deve o grau de consciência da comunicação verbal e não –verbal que fazemos.


De acordo com algumas pesquisas (Argyle, 1975; Trowr, Bryant e Argyle, 1978) enquanto ouvimos uma fala, gastamos 60% do tempo encarando/olhando para a pessoa. Enquanto escutamos alguém, essa porcentagem sobe para 75%. Isso significa que a expressão facial e corporal de quem está falando tem uma influência muito grande sobre o conteúdo da fala.



E novamente pode ser o momento da aula, que você esteja se perguntando...e daí?

E daí que você pode já ter tomado consciência das suas necessidades e estar tentando novos amigos ou simplesmente se vincular com novas pessoas e não consegue. Não é por falta de boa vontade, mas, muitas vezes é um processo inconsciente de que na frente de um novo amigo, você se lembre de como era mais legal aquele fulano(a) da sua cidade. Na hora do culto de jovens, você fique com aquela “cara de tacho” e toda sua expressão fácil e corporal acaba agindo contra você.



A pesquisadora Charlotte Wolf (1976) listou alguns comportamentos super comuns que acontecem quando nossos pensamentos estão em outro lugar:

Inibição extrema: gestos com o cabelo, jogando para um lado e para o outro, inquietação com as pernas e movimentos desnecessários, por exemplo, quando falamos ao telefone, ficar andando para um lado e para o outro e mexericando nas coisas.

Melancolia: movimento bem lento, bem devagar, dando impressão que não está a fim de conversa

Excitação: expansivo para se expressar, para falar, para andar, para cantar e extremamente espontâneo 

Ansiedade: abrir e fechar as mãos em punho, retocar as sobrancelhas, coçar o rosto, puxar o cabelo.

Bem, agora sabendo que nosso corpo pode revelar nossas emoções, é hora de treinarmos e pedir ajuda a Deus para nos conscientizar que o passado deve ser um lugar guardado com muito carinho na memória e aproveitarmos o presente que Ele deu por meio de nossos pais, para vivermos uma nova experiência que dali alguns anos também iremos guardar com carinho.




Última atualização: sexta, 9 Mar 2018, 17:20